O brasileiro está sacando menos dinheiro. Mas, quando precisa de notas na carteira, ainda recorre quase sempre aos canais tradicionais. No segundo semestre de 2025, foram realizados 1,1 bilhão de saques tradicionais no país, queda de 13,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

A diferença de escala ainda é enorme. Fazendo a conta, foram aproximadamente 129 saques pelos canais tradicionais para cada operação de Pix Saque no período. A modalidade representou menos de 1% do número registrado pelos meios convencionais.

Os números mostram que, embora o Pix tenha transformado a forma como o brasileiro transfere e paga, sua versão criada para a retirada de dinheiro físico ainda está longe de substituir caixas eletrônicos, agências e correspondentes bancários.

Saques diminuem em praticamente todos os canais

A queda do dinheiro em espécie aparece de forma disseminada nos dados do Banco Central.

Nos caixas eletrônicos, ou ATMs, o número de saques caiu 13,6% no segundo semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. Em agências e postos tradicionais, a redução foi ainda maior, de 17,9%.

Também houve recuo de 9% nos correspondentes bancários e de 27,1% nos postos de atendimento cooperativo.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla nos pagamentos. No segundo semestre de 2025, o Pix respondeu por 54,7% de todas as transações de pagamento realizadas no país, com 42,9 bilhões de operações, alta de 24,3% em um ano.

Ou seja: para pagar e transferir dinheiro, o Pix já domina boa parte da rotina financeira dos brasileiros. Quando a operação envolve transformar saldo digital em dinheiro vivo, porém, a mudança ocorre em ritmo bem mais lento.

Por que o Pix Saque ainda é pequeno?

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