O benefício em saúde no mercado de trabalho deixou de ser apenas o convênio médico tradicional. Serviços como telemedicina, sessões de terapia e cartões de desconto para consultas e exames entraram na lista de auxílios oferecidos aos funcionários pelos empregadores. Enquanto empresas de maior porte usam essas ferramentas para ampliar o cuidado e tentar conter o custo do plano de saúde, pequenas e médias empresas (PMEs) recorrem a essas alternativas para garantir algum acesso à saúde quando o preço do convênio não cabe no orçamento.

O movimento ganha força em um mercado de trabalho aquecido. Com a taxa de desemprego nas mínimas históricas — 5,3% em agosto, a menor para o período desde 2012 —, a rotatividade aumenta, e benefícios de saúde se tornam um diferencial para retenção de profissionais.

O plano de saúde é a segunda condição de trabalho mais valorizada pelos trabalhadores, atrás apenas da estabilidade, apontou pesquisa do instituto Ideia. Para empresas, porém, o custo da oferta ou manutenção do convênio pode ser um gargalo, principalmente para negócios menores.

Reajuste médio de 12,9% 

Números compilados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que o reajuste médio dos planos de saúde está em 12,9% no caso dos contratos para menos de 30 usuários, voltados para microempreendedores individuais (MEIs) e PMEs. O percentual está abaixo do registrado nos últimos anos, mas muito acima dos 4,58% de inflação acumulada no país nos 12 meses terminados em setembro, como mediu o IBGE.

Sem muito espaço no orçamento, mas com a necessidade de se manterem atrativos, negócios de menor porte têm buscado alternativas na saúde privada. Na rede de clínicas Dr. Consulta, a procura de empresas pela assinatura do cartão que dá descontos em consultas e exames aumentou.

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