Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil de Belo Horizonte e Região Metropolitana entram em greve geral a partir da próxima quinta-feira (10/9). Clientes devem ficar atentos, pois não haverá expediente bancário nas agências desses bancos por tempo indeterminado.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de BH e Região, os funcionários rejeitaram as propostas das instituições. A votação foi na última sexta-feira (4/9). Na Caixa, a proposta teve rejeição de 93,5%. Já a greve foi aprovada com 68,2% dos votos. No BB, o percentual de rejeição da proposta ficou em 81%. A greve teve aprovação de 47,1%.
Os empregados dos bancos paralisam as atividades a partir da 0h do dia 10 de setembro, sem prazo para voltar. Conforme o sindicato, a data foi estabelecida para “assegurar o cumprimento dos prazos previstos na legislação e resguardar a organização dos trabalhadores e trabalhadoras”.
“Com a decisão da categoria, o Sindicato adotará todos os procedimentos legais necessários para garantir que bancárias e bancários da CAIXA e do Banco do Brasil em Belo Horizonte e região possam exercer o direito de greve com respaldo jurídico”, informa a entidade. Haverá ainda mobilização nos locais de trabalho para pressionar as instituições a apresentar melhores propostas.
A reportagem também procurou o Banco do Brasil para comentar o assunto e aguarda retorno.
Bancos privados
Já os bancos privados aceitaram a proposta, após 13 rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Foram 67,3% de votos favoráveis, 29,6% contrários e 3,1% de abstenções.
A proposta aprovada prevê o reajuste que repõe a inflação (INPC) mais 0,6% nos salários, vales, PLR e todas as demais verbas, além de avanços em cláusulas de proteção à categoria na Convenção Coletiva de Trabalho.
“Isto é resultado da organização da categoria, que pressionou os bancos com atos, paralisações e mobilização também nas redes sociais. Na mesa de negociação, o Comando Nacional rejeitou diversas propostas que retiravam direitos e impunham perdas salariais, além de resistir ao desrespeito dos bancos, até chegarmos ao resultado aprovado nos bancos privados”, afirma Ramon Peres, presidente do Sindicato.

